O que é educação financeira e porque pessoas e empresas precisam tanto dela?

De acordo com a ENEF (Estratégias Nacional de Educação Financeira), “Trata-se do processo no qual os indivíduos melhoram a sua compreensão em relação ao dinheiro e produtos com informação, formação e orientação.

Nesse sentido, geram-se os valores e as competências necessários para se tornarem mais conscientes das oportunidades e riscos envolvidos. Para assim poderem fazer escolhas bem informadas.”

De uma forma simplificada, entende-se Educação Financeira como:

A arte de administrar o dinheiro, tornando-se mais consciente de cada ação tomada em relação a ele.

Mais do que apenas um planejamento financeiro, a educação financeira trata de um conjunto de atitudes e ações – como eliminar gastos, acumular, poupar, investir, multiplicar o dinheiro. Comportamento este que deve ser transformado em um hábito, não apenas atitudes isoladas.
Aprender a administrar o próprio dinheiro e ter a consciência correta de como utilizá-lo demanda tempo, assim como a criação de um novo hábito.

Nossa mudança de comportamento em relação as finanças não é instantânea, mas um processo. Processo que demanda paciência, disciplina e muito rigor. Abrir mão de alguns desejos momentâneos, estipular metas e se manter firme nessa mudança de postura. Observar os gatilhos que te impossibilitam de ter maior controle sobre seu dinheiro e substitui-los por novos gatilhos, que te impulsione a tomar melhores decisões.

É assim para a criação de qualquer hábito e para se ter o controle da sua vida financeira não seria diferente. A finalidade da educação financeira é fazer com que as pessoas compreendam que dinheiro não precisa ser um problema, ele pode (e deve) trabalhar em sua função, para atender as suas necessidades e as de sua família. E é sempre possível se atentar melhor para essas questões e começar a planejar melhor sua rotina financeira e melhorar sua relação com seus ganhos.

Dinheiro e a falta de diálogo

Um dos principais problemas com relação à falta de controle sobre a vida financeira é a inexistência de diálogo sobre o assunto. É incomum para nossa cultura discutirmos isso. Mesmo em escolas, universidades, entre amigos e até em casa. O assunto é um tabu social, o que deixa pessoas desorientadas sobre algo de fundamental importância para qualquer um.

  • Qual a função do Dinheiro?
  • Qual a melhor forma de utilizá-lo?
  • Em minhas atuais condições, quais atitudes com relação a meu dinheiro me proporcionarão as melhores oportunidades e resultados?
  • Quais custos posso cortar sem prejudicar a mim ou a minha casa?

São tantas questões a serem analisadas que se torna praticamente impossível encontrar todas as respostas. O que realmente importa é: se há diálogo, troca de experiências e aconselhamentos, torna-se possível ser mais assertivo em suas atitudes financeiras.

Converse com sua família sobre a renda da casa. Procure entender melhor o valor monetário que cada um consegue gerar mediante a situação, os custos dispensáveis, as oportunidades possíveis caso haja uma mudança de postura com relação ao dinheiro de todos. Pequenas atitudes como essa são capazes de fazer com que todos entendam o papel de cada um dentro de casa, e consequentemente, gerar bons frutos para todos.

Entender a renda da família e de cada indivíduo é algo natural. Consegue-se assim definir as metas e possibilidades de cada um para a realização de seus objetivos que dependam de dinheiro. Assim, todos ficam conscientes da real condição financeira da família, e se estão mesmo na direção correta para juntos alcançarem a estabilidade financeira como um padrão de vida. Negligenciar a verdadeira situação financeira da família é prejudicial para todos, principalmente os que tem maiores responsabilidades com a casa e contribuem com frações maiores.

Reflita sobre as questões abaixo e identifique quais delas ocorrem em sua vida com maior frequência.

  • Tenho controle sobre meu dinheiro ou ele é quem me controla?
  • Costuma sobrar dinheiro do meu salário ou vivo em função de pagar contas?
  • Fecho mais meses no vermelho do que com algum ganho? O quanto isso me prejudica?
  • Faço compras desnecessárias que não dão retorno para mim ou para a minha casa?

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