A importância do Foco cotidiano em suas tarefas

Mesmo numa era onde estamos ultra-conectados e realizando multi-tarefas, o foco ainda é essencial. É o que defende o psicólogo de carreiras Daniel Goleman, Goleman é o profissional que tornou célebre o conceito de “inteligência emocional” durante os anos 90 e garante: o foco é o motor oculto da excelência. Ele também cita que a capacidade do foco é tão poderosa que deveria compor a lista de capacidades fundamentais de qualquer líder, já que nos dias de hoje é algo tão custoso e requer, no mínimo, algum treinamento ou meditação. Um planejamento bem construído exige foco, uma tarefa bem executada exige foco, até na hora de aprender, o foco também é essencial. O foco, em uma conjuntura empresarial permite que o gestor entenda melhor a sua empresa, sua situação e especialmente, os sistemas que afetam sua atividade: como seus processos internos, o mercado e o setor.

Segundo o Goleman, há três tipos primários de foco, que combinados com três tipos de empatia transformam a rotina de trabalho: o foco interno nos capacita a lidar com nossas próprias emoções; o empático nos ajuda a lidar com as pessoas em geral e o externo é o que nos ajuda a fazer leituras de como anda o ambiente de trabalho, o que pode ser aperfeiçoado nele e como conseguir melhores resultados. É assim porque focados ou não, estamos sempre impactando os estados de outras pessoas, de nossas equipes, então, entendendo a singularidade de cada processo é possível harmonizar e inspirar cada colaborador dentro de suas individualidades.

Os três tipos de foco e empatia são:

Foco Interno: Consigo me concentrar, tenho consciência de mim mesmo.
Foco Externo: Viajo neste ambiente, fazendo livres associações de ideias.
Foco Empático: Estou presente por inteiro e presto 100% de atenção ao outro.
Empatia Emocional: Sinto com você, sei como reage. Por isso, posso dar conselhos.
Empatia Cognitiva: Posso enxergar pelo seu ponto de vista e falar para você compreender.
Empatia Compassiva: Sinto que você vai precisar de ajuda e vou ajudar.

Incentivar o que o psicólogo chama de “cultura do foco”, e fazer o colaborador compreender que todas as coisas tem o seu tempo (o que acontece aqui, não interfere no que acontece lá e se estou aqui, devo me concentrar em fazer o melhor possível dentro deste ambiente) pode ser feito de maneira indireta e sutil, sem conversas vagas ou mesmo qualquer palestra. Um pequeno lembrete semanal acerca das metas pode ajudar, uma congratulação em forma de mensagem como incentivo por um trabalho bem executado também.

Devemos construir uma consciência dentro de nós, de nossas emoções e lidar com elas de maneira inteligente, a fim de sermos mais eficazes na hora de realizar tarefas e lidarmos com os outros. Naturalmente, desenvolvemos a capacidade de entrar em sintonia fina com outras pessoas, sem conversas e debates, sempre prestando a atenção no que é melhor para aquele momento, que palavras devemos escolher e que ações devemos executar.

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